sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

. Mulheres no desporto


Nos dias de hoje, ainda existe muita discriminação em relação à prática feminina no desporto. Esta discriminação verifica-se nos mais distintos níveis desportivos, sendo mais visível na alta competição onde há mais diferenciação dos prémios monetários. Outra forma de discriminação dá-se ao nível dos escalões de formação, pois quando surgem dificuldades financeiras nos clubes onde há equipas femininas estas são as primeiras a acabar. Outra diferença que é feita é o facto do setor feminino ficar com os piores horários de treino e com os espaços mais degradados em termos de condições de trabalho.

O desporto feminino também recebe muito pouca atenção tanto da imprensa escrita como da audiovisual. Existe ainda uma ausência quase total de mulheres nos lugares de tomada de decisões das organizações desportivas, clubes, federações, etc. As atletas de alta competição queixam-se, por vezes, de que os treinadores não são sensíveis para alguns dos seus problemas.

Para contrariar essa ausência quase total de mulheres nos lugares de tomada de decisões, pode fazer-se com que os trabalhos nessas organizações desportivas sejam compatíveis com as outras funções que as mulheres têm. O que não acontece. A começar, por exemplo, pelos horários escolhidos para as reuniões. Normalmente, tanto nos clubes como nas associações desportivas, esses encontros acontecem à noite. Ora, não é fácil para uma mulher chegar a casa no final de um dia de trabalho, fazer o jantar, deitar as crianças e depois ir para uma reunião no clube. É preciso criar condições para essa participação.


. O rapaz que nasceu no dia mundial da dança


Numa sociedade machista onde os homens são normalmente associados à virilidade e as mulheres à sensibilidade, é necessária alguma coragem para romper com o preconceito que leva os jovens a pensar que algumas modalidades estão destinadas aos rapazes e outras às raparigas. Exemplo disso mesmo é Marcelino Sambé, um jovem extraordinário que tem vindo destacar-se no domínio do ballet. Marcelino tem 20 anos e a crítica aos seus pés. Prémios para comprovar que é um talento confirmado não faltam no seu currículo. A mais recente distinção surgiu agora, ao ser considerado como uma das dez pessoas a seguir em 2015 pelo “The Independent”. Sambé é uma das figuras a não perder de vista, diz o jornal britânico, que o coloca ao lado de Maisie Williams, atriz de “A Guerra dos Tronos”, Eliza Robertson, escritora, e Elektra KB, artista.
Filho de mãe portuguesa e pai guineense, começou a dançar por volta dos seis anos num centro comunitário, nos arredores de Lisboa. Na altura, não foi logo ter aulas de ballet. Entrou para um grupo de danças africanas. Entretanto abriu um centro comunitário perto de sua casa, onde começou a dançar. Ao ver Marcelino, a psicóloga do centro sugeriu-lhe que fosse a uma audição na escola de dança. Tinha nove anos quando entrou para o Conservatório.
Passo a passo, todos os olhos se foram voltando para Sambé. Após ter estudado no Conservatório de Dança de Lisboa e na Royal Ballet Upper School, entrou na companhia britânica Royal Ballet de Londres em 2012, onde permanece até hoje. Já participou em espetáculos como “Yondering”, de John Neumeier, e “Simple Symphony”, de Alastair Marriott”, entre outras coreografias.
Segundo os críticos do jornal britânico “The Independent”, que o elegeu como uma das dez figuras mais promissoras do mundo das artes para 2015, Sambé “é o tipo de bailarino que chama a atenção em todos os detalhes”. É ainda um “promissor coreógrafo, selecionado pela Youth Dance England e a criar trabalhos para o programa Draft Works do Royal Ballet”, escreveu o jornal sobre o português.

. Entrevista a um professor de ensino especial


Por que razão escolheu ser professor de ensino especial?
  • Inicialmente não escolhi ser professor de EE, mas depois comecei a dar aulas a alunos com estas necessidades e gostei… pois dá-me satisfação ver que consigo ajudar e proporcionar um melhor ensino aos mesmos.  

Que tipo de horário lhes é atribuído?
  • O horário dos NEEs varia consoante o grau de necessidade do aluno. Por exemplo: um aluno que use óculos já é considerado um aluno NEE, bem como um aluno que tenha dislexia… ambos são alunos NEEs, mas têm horários diferentes relativamente ao grau de necessidade dos mesmos.

Que tipos de matérias são lecionadas a estes alunos?
  • As matérias são semelhantes às matérias do ensino regular, mas com a característica de que são dadas mais funcionalmente, enquadrando-se no tipo de necessidade do aluno.

E que estratégias seguem?
  • As estratégias variam consoante a necessidade do mesmo. Por exemplo, um aluno com dislexia do alfabeto trabalha mais as letras, mas um aluno com problemas articulares ou motores irá ter de trabalhar mais os movimentos corporais.

Para que haja uma maior interação é necessário…?
  • Para que haja uma melhor interação é necessário conhecer o aluno…. na medida em que irá haver confiança entre o professor e o aluno e desta forma será mais fácil a comunicação e a interajuda entre si.

São feitas atividades extracurriculares com estes alunos?
  • Sim.

Que tipo de atividades?
  • São feitas atividades de formação em contexto de trabalho, mas apenas para alunos com mais de 15 anos… para que desta forma se habituem ao mundo exterior em relação ao trabalho… praticam também atividades manuais que consistem em trabalhos com plasticina, desenhos, pinturas, entre outros.

Com que finalidade é que são feitas?
  • São feitas com a finalidade de ajudar os alunos a desenvolverem as suas capacidades e ganharem confiança em si próprios e deste modo divertirem-se também.

Na escola em que leciona tem as condições necessárias para o ensino especial?
  • Na minha opinião, para os alunos NEEs que a escola acolhe, as condições estão enquadradas, ou seja, tem as condições necessárias para que o aluno possa ser ajudado e possa também desenvolver as suas competências.

Para finalizar a entrevista, gostaria que nos dissesse o que são para si alunos com necessidades especiais e de que forma é que os vê.
  • Para mim, os alunos NEEs são alunos com algumas dificuldades que necessitam de algum apoio adicional. Porque ao serem diferentes necessitam igualmente de um ensino diferente do ensino regular e necessitam de ser enquadrados na sociedade com igualdade e sem discriminação.
  • Eu penso que ao serem diferentes e especiais tornam-se iguais aos restantes, pois cada um é especial à sua maneira e todos temos, de alguma forma, algo que se evidencia, algo que desperte a atenção dos que nos rodeiam.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

. Xenofobia?


Em termos muito simples, xenofobia significa aversão a pessoas ou coisas estrangeiras.

O termo é de origem grega e forma-se a partir das palavras “xénos” (estrangeiro) e “phóbos” (medo). A xenofobia pode caracterizar-se como uma forma de preconceito ou mesmo como uma doença, um transtorno psiquiátrico.

O preconceito gerado pela xenofobia é algo controverso. Geralmente manifesta-se através de ações discriminatórias e ódio por indivíduos estrangeiros. Há intolerância e aversão por aqueles que vêm de outros países ou diferentes culturas, desencadeando diversas reações entre os xenófobos.

Nem todas as formas de discriminação contra minorias étnicas, diferentes culturas, subculturas ou crenças podem ser consideradas xenofobia. Em muitos casos são atitudes associadas a conflitos ideológicos, choque de culturas ou mesmo motivações políticas.

Como doença, a xenofobia é um transtorno causado por um medo descontrolado do desconhecido, que se transforma em desequilíbrio. Quem sofre este transtorno possivelmente passou por uma má experiência ao estar exposto a uma situação desconhecida que causou terror e deixou marcas que vão interferir na sua vida diária.

As pessoas com essa patologia sofrem de angústia e extrema ansiedade, distanciam-se do convívio social, evitam o contacto com estranhos e, em alguns casos, podem ter crises de pânico.


Na sociedade portuguesa, profundamente multicultural, convém estar atento a este fenómeno, para que não se transforme num fenómeno ainda pior, o racismo. E a razão é simples: quando as coisas correm mal, como no momento de crise em que vivemos, é sempre mais fácil culpar os estrangeiros/ emigrantes da sorte que nos cabe. Numa palavra, convém estar atento a escalada de movimentos racistas que têm vindo a ganhar cada vez mais espaço por essa Europa fora.

. Os sem-abrigos na sociedade portuguesa


Segundo a União Europeia, os sem-abrigo são aqueles que não têm acesso a acomodações que possam ocupar livre e razoavelmente. Desta forma, o indivíduo vê-se forçado a pernoitar ao ar livre, em edifícios que não reúnem condições de habitação ou em locais que recebem por curtos períodos de tempo.
Desde sempre que os sem-abrigo, uma franja da parte da população, são desprezados e discriminados pelo resto dos membros da sociedade.
Muitos dos sem-abrigos existentes em Portugal são imigrantes e como não conseguem ter sucesso a nível profissional, as suas condições de vida tornam-se mínimas e acabam por viver nas ruas sem dinheiro, sem comida, sem nada, na miséria.
Outra parte deste sem-abrigo são os próprios portugueses, por razões financeiras, familiares, profissionais e outras que têm a ver com opções de vida menos aconselháveis, tal como a toxicodependência.
Para tentar remediar esta situação existem instituições e outras tantas pessoas singulares que decidem ajudar os sem-abrigo, dando-lhes comida, roupa e assistência médica…. E tu? Tens vontade de ajudar? Faz-te à net e vais ver que não faltam iniciativas a que possas associar-te!

. Um caso extraordinariamente diferente: para ver e ouvir


. Sondagem 1

Na semana passada colocámos uma questão aos nossos leitores: Consideras-te uma pessoa tolerante? As respostas possíveis eram três: sim, não e depende das situações. A primeira alternativa obteve 60% das votações, a segunda 10% e a terceira 30%. Registámos com agrado que a maioria das pessoas é tolerante. Não podemos, no entanto, ignorar a grande percentagem de indecisos. A razão para que assim seja poderá ter a ver com o facto de que ser ou não ser tolerante dependerá sempre de situações específicas, isto é, não se trata de uma questão geral e abstrata. Daí que a pergunta desta semana, assim como a das seguintes, seja a propósito de uma situação concreta: Já assististe a uma situação de racismo? Ficamos à espera da tua resposta!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

. 7 Bilhões de outros


. Preconceito e Discriminação



O que é o preconceito?
Preconceito é um pré-conceito, uma opinião que se emite precipitadamente, sem informação suficiente para poder emitir um verdadeiro julgamento, fundamentado e raciocinado.
O preconceito, muitas vezes motivado pelo medo, pode levar à discriminação, à marginalização e à violência.
Entre os inúmeros tipos de preconceito há três particularmente perigosos: racial, social e sexual.
O que é discriminação?
A discriminação consiste em tratar alguém de modo especial, quase sempre de modo negativo, em função da diferença que essa pessoa representa. Seja a diferença racial, de aptidões psicofisiológicas, sexual ou outras quaisquer características pessoais.
Ou seja, discriminação consiste na ideia de que certas propriedades possuídas por certas pessoas são razões suficientes para que os interesses dessas pessoas não sejam considerados do mesmo modo.
India: um exemplo flagrante de discriminação social
A sociedade indiana assenta num sistema de castas, isto é, quando se nasce já se sabe qual a classe a que se pertence e não há qualquer possibilidade de alterar essa fatalidade. Na base da pirâmide social, estão os daliti, os intocáveis ou párias. No topo, a classe superior, os Bhrahmin.
Os daliti sofrem de discriminação, são considerados inválidos, e isso faz com que sejam condenados à pobreza extrema, vivendo em condições desumanas, como se fossem pragas. Só podem usar as roupas que encontram nos cadáveres e são condenados aos trabalhos mais degradantes.
Os Bhrahmin, por sua vez, são homens sagrados e pertencem à casta superior dos hindus.
A discriminação dos daliti chega a assumir proporções inimagináveis, como aconteceu com uma menina de 6 anos, atirada para a fogueira por ter caminhado num caminho reservado a membros de uma casta superior.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

. O mundo ao Contrário: Heterofobia


. NEE: O que é?



A sigla NEEs significa “necessidades educativas especiais”. Os alunos NEEs, por sua vez, são aqueles que necessitam de um apoio escolar mais intenso e acompanhado, com o intuito de desenvolver as suas capacidades e promover as suas aprendizagens. A ideia por detrás deste tipo de ensino é que os alunos que dele beneficiam se desenvolvam de forma integrada a todos os níveis: físico, intelectual, criativo, emocional, espiritual e até social, para que ele possa ter uma vida como um cidadão válido, autónomo e adaptado.

Em Portugal, o ensino especial existe em todas as escolas, embora nem sempre com a mesma atenção dedicada ao ensino regular. Muitas vezes, por falta de professores nesta área, este tipo de ensino acaba por ser organizado muito depois do início do ano letivo. Em termos práticos, este tipo de ensino é altamente personalizado. Requerendo, entre outros, uma seleção de matérias e estratégias de modo a que o aluno consiga ter sucesso. Além de, pois claro, um horário adaptado a cada situação específica. A participação dos pais e encarregados de educação, assim como dos tutores, é igualmente fundamental para que cada processo individual seja desenvolvido da melhor maneira.

. Tenho trissomia 21 e estou no ar!

 
 

A trissomia 21, ou a Síndrome de Down, é uma aneuploidia. Ou seja, é uma alteração causada pela existência de três cromossomas 21, onde normalmente existem apenas dois. Em termos gerais, origina um atraso do desenvolvimento motor e mental, bem como alterações da estrutura corporal e da face.
Como poderão constatar na reportagem, são múltiplos os obstáculos que se colocam aos portadores de trissomia 21, nas suas vidas e nas suas carreiras. Aprender a falar, a ler, a escrever, pois demoram mais tempo a aprender que as pessoas que não têm esta doença, são por vezes verdadeiros problemas. Por isso, foi criada uma rádio especial para pessoas especiais como eles. Indivíduos que vivem com medos, amores, desamores, inseguranças, sonhos, uma vida quotidiana, como todas as pessoas, embora com mais dificuldades, que acabam quase sempre por ultrapassar.

Para quem quiser ver a reportagem clique aqui!

. No princípio, era a diferença…



Torre de Babel
Segundo a Bíblia,  no Antigo Testamento, livro do Genesis, a Torre de Babel teria sido construída pelos descendentes de Noé na época em que o mundo inteiro falava apenas uma língua. Esta torre teria sido construída entre os rios Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia. A soberba dos homens tê-los-á levado a tentar alcançar o mundo dos deuses desta maneira, o que teria causado a fúria de Deus. Este, para os castigar, teria causado uma grande ventania para derrubar a torre e espalhado as pessoas sobre a Terra com idiomas diferentes, para confundi-las. Por esse motivo, o mito é entendido hoje como uma tentativa dos antepassados para explicar a existência de tantas línguas no mundo.
 
Onde e como surgiram os idiomas?
Segundo a Bíblia, foi “na terra de Sinear”, mais tarde chamada Babilónia, que os diferentes idiomas surgiram, e foi dali que as pessoas se espalharam pelo mundo. Quando é que isso aconteceu? Segundo o mesmo texto sagrado, muitos anos antes de Abraão. Assim, os acontecimentos de Babel terão ocorrido há uns 4.200 anos.
Alguns eruditos dizem que os idiomas modernos vieram de uma língua original que os humanos falavam uns 100 mil anos atrás, a chamada língua-mãe. Outros afirmam que os idiomas atuais tiveram origem em várias línguas faladas há pelo menos 6 mil anos.
O número de línguas faladas no mundo é de 6912. Se formos situar este número geograficamente, a Ásia é o continente que detém o maior número de idiomas com 32,7% do total. A África vem em seguida com 30,3% dos idiomas de todo o planeta, e no Pacifico estão 19%. Só depois vem o continente americano, onde são falados 14,5% de todos os idiomas existentes. Enquanto que na Europa se concentra somente 3,5% do total.

Os idiomas mais falados do mundo:
1.Mandarim - 1,051 bilhões- China, Malásia e Taiwan.
2.Hindu - 565 milhões - Índia, regiões norte e central.
3.Inglês - 545 milhões - EUA, Reino Unido, Austrália, Canadá, Nova Zelândia.
4.Espanhol - 450 milhões - Espanha e Américas.
5.Árabe - 246 milhões - Oriente Médio, Arábia, África do Norte
6.Português - 218 milhões - Brasil, Portugal, Angola.
7.Bengalês - 171 milhões - Bangladesh, Nordeste da India.
8.Russo - 145 milhões - Rússia e Ásia Central.
9.Francês - 130 milhões - França, Canadá, Oeste da África e África Central.
10.Japonês - 127 milhões - Japão.
N.B. Esta estatística tem como critério a geografia. Ignorando, portanto, a diáspora dos povos, que falam a sua língua onde ela não é a oficial.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

. Os gays no desporto

O mundo do desporto, sobretudo do desporto masculino, é um bom exemplo da discriminação a que os gays continuam a ser sujeitos. São os vários os casos em que os atletas se veem obrigados a ocultar a sua orientação sexual. Às vezes com consequências trágicas. Deixamos alguns exemplos de seguida.

 


Justin Fashanu, nascido em Fevereiro de 1961, foi um avançado de sucesso no Nottingham Forest, mas a sua carreira viu uma grande reviravolta quando, em 1990, assumiu publicamente a sua homossexualidade. Numa entrevista concedida ao jornal “The Sun” apareceu deitado na relva, de tronco nu, assumindo ter tido casos com elementos do Parlamento inglês. O contrato que tinha na altura só durou mais uma época e o treinador acabou por despedi-lo, referindo que a sua contratação tinha sido um erro. Como se não bastasse, foi abandonado pelo irmão, os amigos de infância deixaram de comunicar com ele e a “comunidade negra acusou-o de ser uma afronta”. Para além disso, alguns dos colegas passaram a recusar partilhar o balneário. Justin admitiu que certos companheiros da equipa faziam, com frequência, piadas maliciosas e outras ofensas sobre a sua orientação sexual. Em 1998 Fashanu foi acusado de violação de um menor, mas nada ficou provado. Refugiou-se, então, num convento em Leicestershire, até que acabaria por se suicidar. Antes do final trágico, deixou uma carta: “Não quero mais ser uma vergonha para os meus amigos e para a minha família. Espero encontrar finalmente a paz”.
 
 
 
O ex-nadador australiano Ian Thorpe, dono de cinco medalhas olímpicas de ouro e 11 vezes campeão do mundo, assumiu a sua homossexualidade após anos de especulação em torno do assunto. Este admitiu ter entrado em depressão por ter de esconder a sua orientação sexual.
Thorpe conquistou três medalhas de ouro em Sydney, em 2000, e duas em Atenas, em 2004, e outras 11 em Mundiais de natação. Chegou a retirar-se aos 24 anos, mas voltou a tentar a classificação para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, embora sem sucesso.
A partir daí, começou a sofrer de uma forte depressão, chegou a ser encontrado desnorteado pelas ruas de Sydney. Um dos motivos que o levaram a esse estado teve a ver com a facto de não conseguir continuar a viver ocultando a sua orientação sexual.
 
 
O basquetebolista Jason Collins assumiu a sua homossexualidade, sendo o primeiro desportista norte-americano em atividade de uma grande competição a fazê-lo: «Sou um poste da NBA de 34 anos. Sou negro e sou gay».
Collins jogou 12 temporadas na Liga Norte-Americana de Basquetebol (NBA) em seis equipas diferentes, tendo representado os Bolton Celtics e os Washington Wizards numa só época.

O atleta, que ajudou a equipa dos New Jersey Nets a chegar à final da NBA em 2002 e 2003, garantiu não ter tido a intenção de ser o primeiro desportista de uma grande equipa a assumir a homossexualidade.

. Os deficientes no desporto



Embora "diferente" e com limitações, o indivíduo com deficiência é uma pessoa que possui legislação própria que o protege e lhe assegura direitos nos demais variados domínios sociais. A partir do momento em que o acesso à prática desportiva se torna um direito de todos os cidadãos, independentemente da sua condição, os indivíduos com deficiência passaram a beneficiar desse mesmo direito. Um fenómeno social que tem vindo a ser alvo das mais variadas atenções, pelo que poderemos observar inúmeras evoluções na área do Desporto para Deficientes, nomeadamente a criação dos Jogos Paralímpicos.
 
Os Jogos Paraolímpicos, ou Paralímpicos, é o maior evento desportivo mundial envolvendo pessoas com deficiência. Incluem atletas com deficiências físicas (de mobilidade, amputações, cegueira ou paralisia cerebral), além de deficientes mentais.
O sucesso das primeiras competições proporcionou um rápido crescimento ao movimento paralímpico, que em 1976 já contava com quarenta países. Neste mesmo ano foi realizada a primeira edição dos Jogos de Inverno, levando a mais pessoas deficientes a possibilidade de praticar desportos em alto nível.
Vinte e sete modalidades compõem o programa dos Jogos Paralímpicos, sendo que vinte e cinco já foram disputadas e duas irão estrear na edição de 2016. Além de modalidades adaptadas, como o atletismo, a natação, o basquetebol, o ténis de mesa, o esqui alpino e o curling, há desportos disputados exclusivamente por deficientes, como o bocha, o goalball e o futebol de cinco.
 
 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

. Diferenças de género

Nos últimos 50 anos, a neurociência tem demonstrado que o dimorfismo na espécie humana não se restringe à aparência física, mas também se estende à configuração do cérebro.
Em geral, o cérebro masculino é cerca de 9% maior do que o feminino, graças às dimensões da substância branca, uma vez que a quantidade de massa cinzenta (associada às funções cognitivas superiores) é semelhante em ambos os sexos. No entanto, o corpo caloso, estrutura que estabelece a conexão entre os hemisférios cerebrais direito e esquerdo, é proporcionalmente mais desenvolvido nas mulheres.


. As três religiões monoteistas


 
Judaísmo
Judaísmo é considerado a primeira religião monoteísta. Tem como crença principal a existência de apenas um Deus, o criador de tudo. Para os judeus, Deus fez um acordo com os hebreus, fazendo com que eles se tornassem o povo escolhido e prometendo-lhes a terra prometida. Atualmente a fé judaica é praticada em várias regiões do mundo, porém é no estado de Israel que se concentra um grande número de praticantes.
Cristianismo
A Religião cristã surgiu na região da atual Palestina no século I como uma seita dissidente do judaísmo. Esta região estava sob domínio do Império Romano neste período. Criada por Jesus, espalhou-se rapidamente pelos quatro cantos do mundo após a intervenção de S. Paulo, transformando-se atualmente na religião mais difundida. Tal como o Judaísmo, o Cristianismo também tem como crença principal a existência de um só deus.

Islamismo
Islão significa em árabe submissão à vontade de Deus e os muçulmanos são os adeptos desta fé. É uma religião iniciada na Arábia por Maomé. Maomé nasceu em Meca (Arábia Saudita) entre os anos 570 e 580 d.C.. Filho de pais pobres, ficou órfão muito cedo tendo de trabalhar como pastor.
 
Algumas diferenças entre as 3 religiões monoteístas
A grande diferença que existe entre estas religiões é que têm diferentes rituais e formas distintas de caracterizar o seu deus. Por exemplo, ao contrário do que acontece no Cristianismo, o deus dos judeus é total e radicalmente transcendente, isto é, jamais poderia ter assumido a forma humana. Essa é, aliás, a grande diferença entre estas duas religiões, que partilham um mesmo livro. Ou seja, o livro sagrado dos Judeus, a Tora, corresponde ao Pentateu, os cinco primeiros livros da Bíblia que constitui o Antigo Testamento. A razão é simples: Cristo, filho de deus para os cristãos, só aparece no Novo Testamento. Os Judeus, esses continuam à espera do Messias. O Alcorão, por sua vez, é o livro sagrado dos muçulmanos. Um livro escrito com a intervenção direta de Alah, uma vez que o profeta Maomé era um simples pastor.

. Debate: Ser homossexual em Portugal


. Sou portador de deficiência, e então?



Segundo a Organização Mundial de Saúde, deficiência é sinónimo de perda de uma ou mais estruturas psicológicas, fisiológica ou anatómica. O portador de deficiência, por sua vez, é um indivíduo especial que mantém a plenitude dos direitos reconhecidos a todos os seres humanos.
Que tipos de deficiência existem?
A pessoa especial pode ser portadora de deficiência única ou de deficiência múltipla (associação de uma ou mais deficiências). As várias deficiências podem agrupar-se em quatro conjuntos distintos: deficiência visual, deficiência motora, deficiência mental e deficiência auditiva.
Deficiência visual:
Deficiência visual é a perda ou redução da capacidade visual em ambos os olhos, com carácter definitivo, não sendo suscetível de ser melhorada ou corrigida. De entre os deficientes visuais, podemos ainda distinguir os portadores de cegueira e os de visão subnormal.
Deficiência motora:
Deficiência motora é uma disfunção física, a qual poderá ser de carácter natural ou adquirido.
Desta forma, esta disfunção irá afetar o indivíduo no que diz respeito à mobilidade do mesmo, à coordenação motora ou à fala. Este tipo de deficiência pode decorrer de lesões neurológicas, neuromusculares, ortopédicas e ainda de mal formação.
Deficiência mental:
Deficiência mental é a designação que caracteriza os problemas que ocorrem no cérebro e levam a um baixo rendimento. O nível de deficiência mental pode ser designado por profunda, grave, média ou leve.
Deficiência auditiva:
Deficiência auditiva é o nome usado para indicar perda de audição ou diminuição na capacidade de escutar os sons. Qualquer problema que ocorra em alguma das partes do ouvido pode levar a uma deficiência na audição. Entre as várias deficiências auditivas existentes, há as que podem ser classificadas como condutiva, mista ou neurossensorial.
Em breve, discutiremos o que representa ser portador destas deficiências e ser estudante numa escola portuguesa. Fica, pois, atento às próximas publicações.



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

. Alguns tipos de diferença


Diferença de Género:
São diferenças comuns a todas as espécies que dividem os indivíduos entre feminino e masculino. Entre os humanos, convém não esquecer o fenómeno da transexualidade.
Diferença Cultural:
São diferenças que derivam das diferentes tradições, que se refletem nos valores defendidos, na linguagem, nas artes, no vestuário….
Diferenças sociais:
São diferenças relacionadas com os diferentes tipos de sociedade e do estatuto que temos, o que se reflete no comportamento de cada um.
Diferenças religiosas:
Estas diferenças relacionam-se com os princípios que cada religião defende, às vezes muito distintos uns dos outros.
Em breve dedicaremos vários artigos a cada uma destas diferenças. Fica atento!