quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

. Ser diferente: para ver e escutar


. Sondagem 2

Desta feita, perguntámos aos nossos leitores se já tinham assistido a uma cena de racismo. A resposta foi inequívoca, 100% dos votantes disseram que sim. Uma resposta preocupante, sobretudo se atendermos ao facto de estarmos numa sociedade multicultural em que se recomenda mais tolerância.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

. Quando ser diferente nos custa a vida!


Um grupo de membros do Estado Islâmico empurrou um homem do cimo de um prédio de sete andares, em Tell Abiad, na Síria, apenas por ser gay.

As imagens levam a crer que a sentença foi lida em voz alta, quando o homem estava com os olhos vendados, sentado numa cadeira de plástico.


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De acordo com um documento que clarifica a interpretação da sharia, que é considerada o "código penal" do grupo terrorista, a homossexualidade é punida com a morte.

Não é, portanto, de admirar que nos últimos tempos se tenham multiplicado as notícias de homens executados por serem homossexuais. Uns foram atirados do alto de um edifício, outros foram crucificados.

Um "tribunal" composto por militantes do Estado Islâmico decide a pena a aplicar. Depois o condenado é levado para um local central das cidades, onde é executado, normalmente perante uma multidão que é incentivada a assistir.

. Mulheres no desporto


Nos dias de hoje, ainda existe muita discriminação em relação à prática feminina no desporto. Esta discriminação verifica-se nos mais distintos níveis desportivos, sendo mais visível na alta competição onde há mais diferenciação dos prémios monetários. Outra forma de discriminação dá-se ao nível dos escalões de formação, pois quando surgem dificuldades financeiras nos clubes onde há equipas femininas estas são as primeiras a acabar. Outra diferença que é feita é o facto do setor feminino ficar com os piores horários de treino e com os espaços mais degradados em termos de condições de trabalho.

O desporto feminino também recebe muito pouca atenção tanto da imprensa escrita como da audiovisual. Existe ainda uma ausência quase total de mulheres nos lugares de tomada de decisões das organizações desportivas, clubes, federações, etc. As atletas de alta competição queixam-se, por vezes, de que os treinadores não são sensíveis para alguns dos seus problemas.

Para contrariar essa ausência quase total de mulheres nos lugares de tomada de decisões, pode fazer-se com que os trabalhos nessas organizações desportivas sejam compatíveis com as outras funções que as mulheres têm. O que não acontece. A começar, por exemplo, pelos horários escolhidos para as reuniões. Normalmente, tanto nos clubes como nas associações desportivas, esses encontros acontecem à noite. Ora, não é fácil para uma mulher chegar a casa no final de um dia de trabalho, fazer o jantar, deitar as crianças e depois ir para uma reunião no clube. É preciso criar condições para essa participação.


. O rapaz que nasceu no dia mundial da dança


Numa sociedade machista onde os homens são normalmente associados à virilidade e as mulheres à sensibilidade, é necessária alguma coragem para romper com o preconceito que leva os jovens a pensar que algumas modalidades estão destinadas aos rapazes e outras às raparigas. Exemplo disso mesmo é Marcelino Sambé, um jovem extraordinário que tem vindo destacar-se no domínio do ballet. Marcelino tem 20 anos e a crítica aos seus pés. Prémios para comprovar que é um talento confirmado não faltam no seu currículo. A mais recente distinção surgiu agora, ao ser considerado como uma das dez pessoas a seguir em 2015 pelo “The Independent”. Sambé é uma das figuras a não perder de vista, diz o jornal britânico, que o coloca ao lado de Maisie Williams, atriz de “A Guerra dos Tronos”, Eliza Robertson, escritora, e Elektra KB, artista.
Filho de mãe portuguesa e pai guineense, começou a dançar por volta dos seis anos num centro comunitário, nos arredores de Lisboa. Na altura, não foi logo ter aulas de ballet. Entrou para um grupo de danças africanas. Entretanto abriu um centro comunitário perto de sua casa, onde começou a dançar. Ao ver Marcelino, a psicóloga do centro sugeriu-lhe que fosse a uma audição na escola de dança. Tinha nove anos quando entrou para o Conservatório.
Passo a passo, todos os olhos se foram voltando para Sambé. Após ter estudado no Conservatório de Dança de Lisboa e na Royal Ballet Upper School, entrou na companhia britânica Royal Ballet de Londres em 2012, onde permanece até hoje. Já participou em espetáculos como “Yondering”, de John Neumeier, e “Simple Symphony”, de Alastair Marriott”, entre outras coreografias.
Segundo os críticos do jornal britânico “The Independent”, que o elegeu como uma das dez figuras mais promissoras do mundo das artes para 2015, Sambé “é o tipo de bailarino que chama a atenção em todos os detalhes”. É ainda um “promissor coreógrafo, selecionado pela Youth Dance England e a criar trabalhos para o programa Draft Works do Royal Ballet”, escreveu o jornal sobre o português.

. Entrevista a um professor de ensino especial


Por que razão escolheu ser professor de ensino especial?
  • Inicialmente não escolhi ser professor de EE, mas depois comecei a dar aulas a alunos com estas necessidades e gostei… pois dá-me satisfação ver que consigo ajudar e proporcionar um melhor ensino aos mesmos.  

Que tipo de horário lhes é atribuído?
  • O horário dos NEEs varia consoante o grau de necessidade do aluno. Por exemplo: um aluno que use óculos já é considerado um aluno NEE, bem como um aluno que tenha dislexia… ambos são alunos NEEs, mas têm horários diferentes relativamente ao grau de necessidade dos mesmos.

Que tipos de matérias são lecionadas a estes alunos?
  • As matérias são semelhantes às matérias do ensino regular, mas com a característica de que são dadas mais funcionalmente, enquadrando-se no tipo de necessidade do aluno.

E que estratégias seguem?
  • As estratégias variam consoante a necessidade do mesmo. Por exemplo, um aluno com dislexia do alfabeto trabalha mais as letras, mas um aluno com problemas articulares ou motores irá ter de trabalhar mais os movimentos corporais.

Para que haja uma maior interação é necessário…?
  • Para que haja uma melhor interação é necessário conhecer o aluno…. na medida em que irá haver confiança entre o professor e o aluno e desta forma será mais fácil a comunicação e a interajuda entre si.

São feitas atividades extracurriculares com estes alunos?
  • Sim.

Que tipo de atividades?
  • São feitas atividades de formação em contexto de trabalho, mas apenas para alunos com mais de 15 anos… para que desta forma se habituem ao mundo exterior em relação ao trabalho… praticam também atividades manuais que consistem em trabalhos com plasticina, desenhos, pinturas, entre outros.

Com que finalidade é que são feitas?
  • São feitas com a finalidade de ajudar os alunos a desenvolverem as suas capacidades e ganharem confiança em si próprios e deste modo divertirem-se também.

Na escola em que leciona tem as condições necessárias para o ensino especial?
  • Na minha opinião, para os alunos NEEs que a escola acolhe, as condições estão enquadradas, ou seja, tem as condições necessárias para que o aluno possa ser ajudado e possa também desenvolver as suas competências.

Para finalizar a entrevista, gostaria que nos dissesse o que são para si alunos com necessidades especiais e de que forma é que os vê.
  • Para mim, os alunos NEEs são alunos com algumas dificuldades que necessitam de algum apoio adicional. Porque ao serem diferentes necessitam igualmente de um ensino diferente do ensino regular e necessitam de ser enquadrados na sociedade com igualdade e sem discriminação.
  • Eu penso que ao serem diferentes e especiais tornam-se iguais aos restantes, pois cada um é especial à sua maneira e todos temos, de alguma forma, algo que se evidencia, algo que desperte a atenção dos que nos rodeiam.